terça-feira, 13 de março de 2012

Como entender a violência na escola?

A convivência humana é muito complexa, sempre haverão os conflitos, já que os interesses e as vontades humanas são inevitáveis e contraditórias; cada indivíduo quer impor suas vontades ao outro ou vice-versa, sempre em busca do "poder" (direito de deliberar, agir  ou mandar), tentando transformar a vontade do outro na sua própria vontade, fazendo assim com que suas ordens sejam obedecidas e tendo a sensação de realização e superioridade.
Essa superioridade e concepção de poder, vem desde a infância (principalmente nos homens) , quando é plantada a idéia de que o homem é superior à mulher; que é mais forte; que ele precisa trabalhar para sustentar a família e que a mulher é o sexo frágil.
Talvez possamos entender melhor a violência nas escolas, se pensarmos nessas perspectiva: poder, desigualdade social, de gênero e de raça.
Sabemos que no dia- a- dia, crianças e adolescentes (não generalizando), vivem vários tipos de violência: física, moral, sexual e social.
Dentro do ambiente escolar, vive-se a violència social; já que na escola concentram-se todos os problemas  gerados por uma sociedade, a chamada "violência sócioeconômica"; cada criança ou adolescente, leva consigo para a escola, seus problemas: o consumo de drogas, criminalidade, desemprego, má distribuição de renda, bebida alcoólica, violência doméstica, etc, todos esse fatores e muitos outros, levam à violência escolar, tais motivos são impossíveis de serem ignorados.
Vivemos em um país, onde a concentração de renda é injusta e a desigualdade social é gritante e se propaga rapidamente, trazendo sérias consequências à sociedade escolar, afetando tanto alunos, como professores e toda a comunidade escolar.
Seria possível, separar esses dois mundos? o mundo externo do mundo interno da escola?
Provavelmente não, já que todas as dificuldades do mundo externo é vivida na sua intensidade e deixa marcas de cunho moral, jamais esquecidos, portanto, não pode ser separado do convívio escolar.
Esses alunos vivem com muita familiaridade o sistema precário e falido de uma sociedade que é vítima de preconceitos e que vive à margem de um governo injusto, egoísta e descompromissado com a comunidade carente; vivem a constante incerteza de um emprego digno, de um futuro sem perspectiva de dias melhores e levará consigo a dúvida crescente: "O que o futuro reserva para ele? A escola contribuirá para que seu futuro profissional seja conquistado?"
Fica a pergunta.

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